Da teoria sistêmica ao chão de fábrica

Estratégia

O essencial da estratégia. O necessário tático. O transformacional da operação.

Estratégia viva e continuada. Compreendemos que estratégia de verdade emerge da capacidade de projetar o futuro desejável e, o mais importante, de nos prepararmos para ele. Aumentar a nossa capacidade de resposta ao inesperado, tornando a preparação mais valiosa que a previsão. E nada disso desconsidera o que estamos vivendo hoje. 

Já é rotina para a nossa equipe, quando mergulhados no dia a dia, na manufatura, ouvirmos grandes insights de operadores comuns, de simples funcionários operacionais ou de chefias comprometidas com os resultados. Levar adiante estes insights, é uma das forças que encontramos em usar o pensamento estratégico, enquanto mergulhamos na operação. Afinal, acreditamos que as coisas estão intimamente ligadas. O que vivemos hoje, foram escolhas de ontem. E o que determinarmos agora, muito provavelmente perceberemos seus resultados, cedo ou tarde. 

É uma ilusão considerar que enquanto alguns pensam, outros executam. As coisas não estão separadas. E se assim forem realizadas, o planejamento tornar-se-á um mero ritual sem impacto nos resultados. O maior benefício do planejamento reside no ato de planejar, e não no plano em si. Por isso, quem está na linha de frente, quem executa, deve ser o principal ator nesse processo, pois é ali que o conhecimento real e a capacidade de adaptação residem.

O necessário tático é a manifestação diária dessa estratégia viva. Não se trata de seguir cegamente um roteiro, mas de fazer as escolhas certas no momento certo, ajustando o curso conforme a realidade se desenrola. A tática, para mim, é a ponte que conecta a visão de futuro à ação imediata, garantindo que cada passo contribua para a construção do presente desejável. É a inteligência em ação. A flexibilidade que impede a estratégia de se tornar obsoleta.

E o transformacional da operação é onde a estratégia se concretiza e os problemas são dissolvidos, não apenas resolvidos. É a constante busca por redesenhar o sistema, por inovar e por aprender continuamente. Não basta fazer as coisas direito (eficiência). Precisamos garantir que estamos fazendo as coisas certas (eficácia). 

A verdadeira transformação acontece quando integramos o pensamento sistêmico à ação, permitindo que a operação não apenas execute, mas também crie e reinvente o futuro de forma colaborativa.

Inspirado na visão sistêmica de Russell Ackoff.

Por Augusto Bellini

Metodologia proprietária da Otimiza Consultoria

Experiências e vivências práticas em diferentes organizações

Referências diversas da literatura de gestão empresarial.